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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

OS PERIGOS DAS DIETAS VEGETARIANAS

 

Ser vegetariano está na moda. É uma forma de mostrar um cuidado com a alimentação e com o corpo. No entanto, e apesar das vantagens, que podem advir desta alimentação, existem vários cuidados a ter.

Um dos principais riscos da dieta puramente vegetariana (ao contrário da dieta lacto-ovo-vegetariana) é uma desnutrição proteico-calórica, ou seja, a dificuldade em obter proteínas e calorias suficientes a uma vida saudável.

As calorias presentes nos vegetais e frutas, cerca de 30-50kcal por cada 100g, são muito menores que as das carnes, em que cada 100g de carne tem cerca de 150 a 300 kcal. No entanto, a dieta vegetariana até pode ser benéfica em termos calóricos, já que permite uma diminuição do peso corporal.

Já no que toca as proteínas, o caso revela-se mais sério. Por um lado, a maior parte dos ingredientes destas dietas contém muito menor quantidade de proteínas (1-2g em cada 100g), do que a alimentação à base de carne e peixe (15-20g de proteínas em 100g). Além disso, a maior parte das proteínas vegetais tem baixo valor biológico e algumas proteínas de origem vegetal são digeridas de forma incompleta pelo organismo humano.

Estes riscos assumem relevante importância em determinados grupos de risco, como as crianças, as mulheres grávidas e as lactantes. Por exemplo, enquanto que um adulto requere diariamente cerca de 0,8g de proteínas e 40 kcal por kg do seu peso corporal (um homem de 72kg necessita diariamente de 58g de proteína diária), uma criança pequena tem o dobro ou o triplo das necessidades. Da mesma forma, uma mulher gestante necessita de uma quantidade adicional de 10g de proteína e 300kcal por dia e uma lactante necessita de 15g de proteína e 300kcal extras diariamente.

Assim, este grupo de risco está particularmente sujeito à desnutrição proteico-calórica, quando pratica uma dieta exclusivamente vegetariana. Além disso, filhos de mães vegetarianas têm geralmente menor peso ao nascer e crianças vegetarianas apresentam um desenvolvimento mais lento nos primeiros 5 anos, relativamente a crianças com uma dieta mista.

No caso de crianças pequenas vegetarianas é fundamental conseguir as calorias e proteínas suficientes a um crescimento saudável. Isto pode ser conseguido pela inclusão de ovos e leite na dieta (são excelentes fontes de calorias e proteínas de alta qualidade), alimentos vegetais com alta densidade calórica, como noz, grão, feijão seco e frutos secos e alimentos vegetais ricos em proteínas com padrões de aminoácidos complementares. É fundamental ter o cuidado de incluir na dieta os aminoácidos essenciais (aminoácidos que o organismo humano é incapaz de produzir, podendo apenas ser obtidos pela dieta), já que enquanto que a maioria das proteínas animais contém, geralmente, todos os aminoácidos essenciais, nas proteínas vegetais faltam um ou mais destes aminoácidos. A chave é sempre uma alimentação ponderada em que, por exemplo, se se combinar o milho (deficiente em lisina) com legumes (deficientes em metionina, mas ricos em lisina), se conseguem compensar as falhas da alimentação vegetariana.

Concluindo, ser vegetariano deve ir muito além de uma mera tendência ou moda e não é apenas comer vegetais e banir o resto da alimentação. Ser vegetariano passa, necessariamente, por um planeamento cuidado da alimentação e pelo conhecimento das necessidades básicas do nosso organismo.

publicado por Dreamfinder às 17:58

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Domingo, 25 de Novembro de 2007

DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

"Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...


Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...


Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...


Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!"

Florbela Espanca

publicado por Dreamfinder às 10:45

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Sábado, 24 de Novembro de 2007

DEFEITOS DO TUBO NEURAL (DTN)

 
Durante o desenvolvimento embrionário, o precursor que dá origem ao sistema nervoso central (SNC) passa por diversos estágios: inicialmente é apenas uma placa que se vai diferenciando e adquirindo a forma de sulco, depois goteira neural e, por fim, fecha completamente dando origem ao tubo neural.
 
Um defeito no fechamento deste tubo durante a neurulação origina diferentes malformações congénitas, em que os, geralmente, os defeitos esqueléticos (crânio ou coluna vertebral) ocorrem juntamente com as malformações do cérebro e da medula espinhal.
O incompleto fechamento do tubo neural dá origem a defeitos do tubo neural (DTN): 
- quando é a região anterior do tubo neural que não fecha completamente:
            - anencefalia – condição letal definida pela ausência de encéfalo, crânio, meninges, músculos e pele
            - encefalocele – defeitos na formação óssea da calote craniana de forma a que ocorrem hérnias (exteriorizações) de meninges, da medula ou partes do cérebro

 
- quando o fechamento incompleto ocorre na região posterior do tubo neural:
            - espinha bífida – a medula espinhal fica exposta e provoca defeitos na coluna vertebral, músculos e pele envolventes; geralmente surgem associadas graves lesões neurológicas; pode ocorrer uma paralisia da parte inferior do corpo ou perda de controlo das funções intestinais e da bexiga e, por isso, incontinências urinárias e fecais
 

 

Está provado que a ingestão de ácido fólico por parte das gestantes no período pré-natal (3 meses antes da concepção) diminui significativamente o risco da ocorrência deste tipo de DTN no feto.

O rastreio pré-natal (RPN) deve ser sempre efectuado pelas gestantes no 1.º e no 2.º trimestres. Em caso de suspeita, deve proceder-se então ao diagnóstico pré-natal que pode ser efectuado de várias formas: análise das células maternas (excesso de alfafetoproteína pode ser indicador de DTN), ultrassonografia/ecografia, amniocentese.       

publicado por Dreamfinder às 12:04

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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

PSORÍASE - CAMPANHA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO

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publicado por Dreamfinder às 23:35

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

PSORÍASE

A psoríase é uma doença da pele que resulta de um controlo deficiente na produção das células do estrato basal da epiderme. Este descontrolo leva a um aumento da proliferação das células basais e a uma consequente queratinização incompleta das células das camadas superiores, que são perdidas uma semana após deixarem o estrato basal, em vez de algumas semanas a vários meses (numa situação normal).

Esta hiperproliferação leva à acumulação dos queratinócitos na superfície sob a forma de placas avermelhadas de escamação esbranquiçadas ou prateadas. Além disso, o sistema imunitário reage a esta lesão superficial da pele, induzindo a produção de ainda mais células, intensificando este ciclo vicioso.
A psoríase é uma doença hereditária, mas não contagiosa. Os principais sintomas da doença são dores lombares e rigidez matinal, deformações nas unhas, feridas e escamações em várias partes do corpo... A doença afecta sobretudo joelhos, cotovelos, couro cabeludo e região lombo-sagrada, já que estes são locais frequentes de traumas.  

Além dos problemas físicos, esta doença tem uma importante parte psicológica que não deve ser descurada, já que a pele é a forma como comunicamos com o meio e com os outros. Os doentes com psoríase têm problemas de auto-estima e de socialização, sendo muitas vezes dscriminados. É importante lembrar que a psoríase não é contagiosa nem pelo contacto, nem por transfusão sanguínea.
Actualmente, a doença ainda não tem cura, mas estão a ser testados mais de trinta medicamentos em todo o mundo. A exposição ao sol é considerada benéfica. Já o stress, traumatismos, infecções virais, drogas, tabaco e álcool podem agravar a doença.

Existem vários tipos de tratamento possíveis, entre os quais os tópicos (pomadas), fototerapias (com luz ultravioleta), sistémicos (por via oral ou injecções), medicamentos imunobiológicos, limpeza por peixes-médicos (Turquia). Estes peixes alimentam-se apenas da pele afectada pela doença, deixando a pele saudável desenvolver-se normalmente. O tratamento não é uma cura, mas um alívio dos sintomas da doença, que deve ser repetido periodicamente.
publicado por Dreamfinder às 13:35

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

CUIDADO COM A DIABETES

publicado por Dreamfinder às 18:29

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

DIABETES MELLITUS

A diabetes é uma das doenças humanas mais antigas que se conhecem, embora só nos últimos 100 anos se tenha desenvolvido uma verdadeira compreensão da doença. Nesta doença, existe o comprometimento da insulina – a hormona reguladora da glicémia (concentração de glicose no sangue). Esta hormona é produzida nos ilhéus de Langerhans do pâncreas.

Existem dois tipos de Diabetes Mellitus, consoante o tipo de deficiência de produção da insulina:
            - tipo 1 (ou diabetes mellitus insulino-dependente) - falência total na produção da hormona; começa em pacientes mais novos, que necessitam de injecções regulares de insulina
            - tipo 2 (ou diabetes mellitus não insulino-dependente) - combinação entre uma deficiência parcial na produção de insulina e uma diminuição da sensibilidade do organismo aos efeitos da mesma (resistência à insulina); mais comum em adultos ou idosos e controlável através de fármacos de administração oral ou através do controlo da alimentação

A glicose é obtida exogenamente (alimentos) e endogenamente (metabolismo glicídico no fígado), sendo uma parte armazenada sob a forma de glicogénio e outra usada para o consumo de energia. Ao ligar-se aos receptores específicos, a insulina leva a que as células extraiam a glicose do sangue, reduzindo a glicemia:
            - aumentando a glicose hepática armazenada como glicogénio
            - impedindo o fígado de libertar demasiada glicose
            - favorecendo a absorção de glicose noutros tecidos
Logo, uma falha na produção de insulina representa um verdadeiro desequilíbrio neste complexo e importante sistema.
 
Após uma refeição, ocorre um aumento da glicose no sangue (glicémia). Como não há controlo da glicemia pela insulina, estes valores continuam a subir. Acima de um determinado nível, a glicose começa a passar do sangue para a urina (urina doce), aumentando a probabilidade de ocorrerem infecções, como a cistite e a candidíase, já que o ambiente se torna mais favorável ao desenvolvimento dos germes.
Os rins tentam livrar-se da glicose em excesso excretando mais sais e, consequentemente, mais água (aumento do volume urinário – poliúria). Esta é um dos primeiros sintomas da doença. Outros sintomas importantes são: sede excessiva, desidratação, infecção do tracto urinário, perda de peso, cansaço, fraqueza, letargia, visão turva (devido à desidratação do cristalino).

 
Tem-se registado um aumento da incidência da diabetes dos 0 aos 4 anos (tipo 1), sem motivo conhecido. Não é lógica uma mudança do padrão genético tão rápida. Pensa-se que terá relação com o ambiente (alimentação), já que, por exemplo, crianças que nascem com pouco peso, muitas vezes, vêm a ser obesas ou a ter diabetes (devido ao excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, promovidas pelos próprios pediatras).
Entre os factores de risco acrescido de desenvolvimento do tipo 2 da doença incluem-se: idade superior a 45 anos, história familiar da doença, sedentarismo, níveis reduzidos de HDL (vulgar “colesterol bom”), HTA (hipertensão arterial), doença coronária e uso de medicamentos que elevem os níveis glicémicos (cortisonas, diuréticos e beta-bloqueantes).
Na diabetes tipo I revela-se fundamental o diagnóstico precoce, embora não se possam tomar medidas preventivas. Estima-se que a população com diabetes tipo 2 duplique até 2025, motivo pelo qual é importante a sensibilização da população para as medidas preventivas a tomar no sentido de evitar a diabetes tipo 2: manutenção do peso normal, prática de exercício físico regular, não fumar, controlo da pressão arterial, …
 
Fica a minha promessa de num futuro post explicar como é feito o diagnóstico e abordar as várias terapêuticas usadas no tratamento da diabetes.
publicado por Dreamfinder às 22:49

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

HIPO E HIPERTIROIDISMO

 

A Glândula Tiroideia é uma glândula localizada anteriormente à traqueia, responsável pela produção das Hormonas Tiroideias.

Quando há uma disfunção nesta glândula, a produção das hormonas tiroideias fica alterada.

Se há uma insuficiência na produção de T3 e T4 (as hormonas tiroideias activas), geralmente devido a uma falha na tiróide, na hipófise ou no hipotálamo, há uma diminuição do metabolismo basal, o que resulta numa situação patológica denominada hipotiroidismo. Os principais sintomas desta doença são bradicárdia (diminuição da frequência cardíaca), bradipneia (diminuição da frequeência respiratória) e dispneia (dificuldades respiratórias), anorexia, anemia, sonolência, letargia, pele fina e seca, obesidade, depressão, confusão, pálpebras caídas, fala lenta e voz rouca, ...

Na situação contrária, o hipertiroidismo, ocorre uma produção excessiva de hormonas tiroideias e, consequentemente, uma intensificação dos efeitos por estas produzidos. Assim, os principais sintomas são: aumento da frequência cardíaca (taquicárdia) e respiratória (taquipneia), diarreia, osteoporose, nervosismo, irritabilidade, hipercinésia, pele quente e húmida, calafrios, tremor, perda de peso com manutenção do apetite, hipertensão arterial, insónias, olhos salientes e avermelhados...  A doença de Graves é um exemplo de hipertiroidismo numa doença auto-imune, em que o próprio organismo produz anticorpos para que estes destruam as células da glândula tiroideia.

O hipotiroidismo é tratado com a substituição da hormona tiroideia deficiente, através de preparados orais, particularmente a hormona sintética T4. Uma alternativa é a remoção de hormonas tiroideias de animais, embora a forma sintética seja mais segura e mais usada. No entanto, é necessário bastante cuidado com as doses excessivas desta hormona de substituição, que pode ter graves efeitos secundários sobretudo em pessoas idosas. Geralmente, a medicação deve ser tomada durante toda a vida. Em casos urgentes, a hormona pode ser administrada por via endovenosa.

O hipertiroidismo pode ser tratado farmacologicamente, pela extracção cirúrgica da glândula ou ainda pelo tratamento desta com iodo radioactivo.

 

publicado por Dreamfinder às 22:42

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